Vanguarda (deriva do francês avant-garde) em sentido literal faz referência ao batalhão militar
que precede as tropas em ataque durante uma batalha. Daí deduz-se que
vanguarda é aquilo que "está à frente". Desta forma, todo aquele que
está à frente de algo e portanto aquele que está à frente do seu tempo
em uma atitude poderia se intitular como pertencente a uma vanguarda.
Desta dedução surge a definição adotada por uma série de movimentos artísticos e políticos do fim do século XIX e início do século XX. As vanguardas europeias ou os movimentos europeus de vanguarda
eram aqueles que, segundo seus próprios autores, guiavam a cultura de
seus tempos, estando de certa forma à frente deles. Muitos destes
movimentos acabaram por assumir um comportamento próximo ao dos
movimentos políticos: possuíam militantes, lançavam manifestos e
acreditavam que a verdade encontrava-se com eles.
Muitos outros artistas e movimentos artísticos, posteriores, por sua
atitude semelhante a das vanguardas europeias canônicas, poderiam ser
referidos pelo termo vanguarda, sendo usual, porém, utilizarmos o termo
somente para os artistas participantes daquelas, especialmente para fins
didáticos.
Octavio Paz
utiliza o termo para definir qualquer estética considerada "fundadora",
que represente uma ruptura nos padrões artísticos de sua época.
Origem
A expressão começou a ser usada na década de 1860, por ocasião do Salon des Refusés (O Salão dos Recusados), onde os artistas excluídos do Salon de Paris estavam expondo.
Os principais movimentos que se destacaram foram:
- Futurismo (1909-1914)
- Cubismo (1907-1914)
- Dadaísmo (1916-1922)
- Surrealismo (1924)
Originalmente e como muitos destes artistas estavam ligados ao movimento realista, a vanguarda
estava identificada com a promoção do progresso social: o indivíduo ou
grupo a ela ligado seria responsável por um movimento de reformas
sociais. Com o tempo, passou a ser usado também para referir-se a
artistas mais preocupados com a experimentação estética (como as
vanguardas do início do século XX, normalmente as mais associadas à
expressão). De qualquer forma, sempre se manteve a ideia de um movimento
artístico como um movimento político (composto por manifestos,
militância, etc).
